quinta-feira, 4 de agosto de 2016

fulinaima



fulinaíma

eu sou um caldeirão desenfreado

sou o ferro
a pedra
o barro

sou a barra
o berro
o sarro

no corpo dos desvalidos
no sangue dos deserdados

sou a voz de quem tem fome
nos músculos dos renegados

eu sou a febre dos justos
a oração dos imolados

eu sou a garra
a saga
a gana

a farra
na falta da grana
no olho da sagarana
na pele dos esfolados

Federico Baudelaire

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