terça-feira, 1 de setembro de 2015

do cais ao porto




Amanda bem vinda
linda Londrina linda
quem sabe um dia
nessa ida e vinda
te encontrarei ainda 
pelas ruas de Olinda
pelos céus de Amisterdã
à beira mar num cais do porto
ou
em sua cidade de manhã




minha língua hoje
é faca de dois gumes
pra cortar alguns legumes
e a tua língua -  safada
fiquei aqui nessa estrada
te esperando noite a dentro
no galope veloz da meia noite
comendo sardinha com coentro
e nem me ligaste samira
do outro lado da ponte
do outro lado da linha
por esse desgosto profundo
só uso óculos de colher
pra me esconder no vão do mundo
me chamo federico baudelaire





no porto de Vitória onde fui criada
vivia um tubarão na clandestinidade
que escapou da morte por um triz
apavorava sempre a gran sociedade
quando transava no puteiro de Maria Ortiz

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