quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

o amor é um lance de dados




clara a esfinge me disse
o amor um lance de dados
meu sexo lance de dedos
quando estou na zorra dou cinco
o sal do cio é um doce
assim como mel da abelha
a virgindade é um brinco
que não cabe na minha orelha
se sou a bandida dos oito
o diabo é a prova dos nove
que o padre pop pentelha


tem musas por aí que anda dando a qualquer custo a qualquer preço tem virtual no endereço dá até por telefone este país é um clone bordel de televisão papa olivácio insatisfeito com o que anda rolando na paróquia berrou de dentro da hóstia padre que é padre samba no pelourinho dança jongo na serrinha bumba-meu-boi no maranhão frevo de sombrinha em pernambuco bate cabeça pra ogum atravessa as sete encruzilhadas não fica cantando modinhas para amansar cordeiros de deus e ajudar políticos corruptos a comprar votos em suas igrejas e desviar os 24 pra a filha da fundação

laerte o mineiro me disse macabea mãe da bandida quase morreu de infarto no susto porque a filha fugiu com 4 subornou o diretor do presídio o prefeito da cidade o governador do estado até o pastor da escola clara traçou na língua jogando a dita na gema e fez da farra do boi um escracho de poema a língua ferina da puta grafitou nos muros do império como se fosse coisa pública a sua carne privada

pastor de andrade convocou na assembléia um manifesto geral e mandou que a mocidade fosse invocar no terreiro o açougueiro das almas o bardo do rei da da vela que vindo na cara/vela baixou e foi logo dizendo no meu tempo de teatro teatro era teatro não era essa arte cínica como clara da macabea e o baiano gritava viva cacilda beker e roda viva era viva como um domingo no parque que muito gado muita gente pela vida segurei agora baiano não grita virou doutor na sorbonne vive pensando que é sartre só pra cantar a simone a dama de bovoar e os paulistas sacanas pensando ser europeus vivem nas marginais cheirando o podre no ar



Saia justa por Por Walter Hupsel

A atriz, apresentadora e pretensamente feminista Maitê Proença (aquela que conclamou os “machos selvagens” para que salvassem o Brasil de Dilma Rouseff) tem uma pensão vitalícia de 13 mil reais por ser filha de funcionário público e solteira. Está na lei, e, friamente, ela tem direito ao nosso dinheiro de contribuinte.

A SPPrev, autarquia vinculada à Secretaria de Fazenda do Estado de São Paulo, tentou

suspender o benefício em 2009, com base em um trecho de um livro de Maitê dizendo que tinha vivido em relação estável por 12 anos. A declaração deveria ser suficiente para excluí-la da categoria “solteira”, no entendimento da SPPrev. Numa decisão em meados do ano passado, a Justiça brasileira suspendeu a decisão da autarquia e concedeu o direito à pensão para a Srta. Proença.

A lei complementar de 1978 garante o direito à pensão paras as filhas solteiras de servidores públicos, desde que não se casem nunca; em se unindo em matrimônio, perdem a pensão. Não há outra palavra exceto “absurdo” para qualificar a aplicação dessa lei, mais ainda no caso específico. Surgida num contexto diferente, e mesmo assim já atrasada, a ideia da lei era garantir o sustento de pessoas que não conseguiriam sozinhas, desde que sejam filhas de funcionários
públicos. Além disso, o anacronismo da pensão é evidente.

A necessidade de ser mulher e solteira é porque, preconceituosamente, assume que a uma mulher não resta outra opção que não a de ser sustentada pelo “macho selvagem”, pai ou marido. Que as mulheres são minoria – no sentido de representação social e participação econômica, e não numérico do termo –, não há dúvida alguma. Tampouco de que merecem atenção especial de leis contra a discriminação no ambiente de trabalho ou a agressão doméstica que as vitimiza. No Brasil, dez mulheres são mortas por dia, a esmagadora maioria pelos seus companheiros. Mas isso em nada tem relação com a pensão para filhas solteiras de servidores públicos. Não é esta uma ação afirmativa, de caráter social, apenas um privilégio.

Se há a intenção de proteger as vidas daqueles incapazes de cuidar de si mesmo por seu próprio sustento, por que o benefício é restrito a algumas categorias, em especial de funcionários públicos? Por que ela não é estendida a todos aqueles que, por qualquer motivo, não conseguem meio de subsistência? Por que Maitê tem direito, enquanto pessoas realmente excluídas, alijadas da sociedade de consumo não são contempladas?

É por demais óbvio que a atriz e apresentadora está entre os 5% mais ricos do país, por mérito próprio. Ainda assim, a Justiça brasileira, e os brilhantes e caríssimos advogados, garantiram uma “pequena” quantia mensal para Maitê, o suficiente para seus alfinetes. É este o nosso Estado e nossa justiça, cheios de privilégios para uma pequena casta, enquanto o resto da população sequer tem acesso aos direitos básicos.

Para aqueles que lutam pela igualdade de direitos civis, que acham que o Direito deve reconhecer um fato, deve se adaptar aos tempos, a insistência e o recurso dos advogados de Maitê Proença e a consequente decisão a favor da manutenção da pensão são um enorme desserviço. ao achar que filhas solteiras de servidores públicos têm direito à pensão, que sai do bolso da população, a Justiça zomba mais uma vez de todos nós.

E a Srta. Proença prova que é uma excelente atriz, pelo menos na encenação do papel de feminista.



Olá Walter e demais

Em seu texto você coloca de uma forma que parece que todas as mulheres solteiras filhas de funcionário público tem esse direito. Até onde eu sei , isso é um privilégio de filhas de militares (a partir de uma certa patente e pessoal da justiça, ou seja filhas de juíz) Me parece que com relação aos militares isso somente existe atualmente para aquelas que vinham recebendo já algum tempo e portanto tem "tipo direito adquirido" e que a partir de um determinado ano (não me lembro qual) isso foi abolido.

Não tenho certeza absoluta sobre isso. Com relação a filhas de juízes , não sei se é o mesmo caso. Talvez alguém da lista possa esclarecer. Esclareco que a grande maioria não tem e acho que nunca teve esse direito, com relação aos funcionários do EXECUTIVO E LEGISLATIVO. Sou funcionária pública (cerca de 30 anos) regida pelo RJU (Regime Jurídico Unico) da área Executiva e posso garantir que não existe esse direito.

Desde já esclareço que concordo plenamente com você com relação a isso, pois não é só a Maitê. Conheço outros mulheres que vivem maritalmente e continuam recebendo. Apenas não se casaram "oficialmente". Independente disso , óbvio que essa coisa tem que ser abolida totalmente. Só esclareci, porque há diferenças enormes entre os chamados servidores públicos no que se refere a salários, privilégios, punições, direitos, deveres etc... Tb esclareço que fazem confusão com relação a servidores públicos de carreira regido pelo RJU e servidores de estatais.

Esses são regidos pela CLT e tem outras obrigações , deveres etc...

abs
Lourdes


Esse privilégio na verdade foi abolido em sua quase totalidade, prevalecendo apenas a figura do direito adquirido - caso de Maitê Proença - e de situações excepcionais. Tais como filho/a com doença que o incapacite para qualquer atividade e assim mesmo com muita luta.

De um modo geral os servidores públicos são execrados pela mídia, mas poucas pessoas que entram nessa conversa de "privilégios" para servidores públicos, muitas vezes, desconhece a realidade.

Os serviços públicos no Brasil foram sucateados no governo FHC, na reforma promovida pelo ministro Bresser Pereira (economista oriundo da iniciativa privada e que depois deu um trampo na Receita Federal sobre uma gratificação quando de sua aposentadoria como diretor do grupo Pão de Açúcar.

Lula foi recuperando esses serviços, mas sem muito ordenamento, atendendo a necessidades básicas, mas por exemplo, o número de professores nas universidades públicas aumentou consideravelmente. FHC provocou um fenômeno cruel com suas reformas. Digamos que um titular da cadeira de anatomia se aposentasse numa faculdade de medicina. A vaga ficava em aberto ou era preenchida por contratos precários, mas muitas vezes alunos "se formaram"
devendo matérias.

Serviços públicos são fundamentais. Referem-se à infraestrutura do Estado instituição. Saúde, educação, transportes, segurança, etc.

Hoje, como consequência da reforma FHC e dos contratos que assinou a longo prazo, para além de seu mandato, muitos ainda são terceirizados, praga que se espalhou pelos estados e municípios.

O que custava trezentos, na terceirização passa a custar seiscentos e a qualidade do serviço cai, ou seja, o Estado se exime de cumprir seu papel de organizar a vida institucional assegurando direitos básicos previstos em qualquer constituição do mundo.

Os chamados cargos em que a remuneração é elevada são poucos, em relação à defasagem salarial imposta aos servidores após a reforma de FHC.

O caso de Maitê se insere, com toda a certeza, no direito adquirido, na legislação anterior a atual.

Outro detalhe, hoje, milhões de aposentados e pensionistas estão com suas apoosentadorias e pensões calculadas de forma errônea, deliberadamente, pela Previdência (que nunca esteve quebrada, esse discurso é um artifício para privatizá-la)

Um acordo recente entre o Judiciário (podre) e o Banco Mundial, busca preservar essa situação, recomendando que o Judiciário brasileiro garanta o "desenvolvimento" através do reconhecimento dessas situações e acima de tudo garanta a propriedade privada, tornando-a um direito quase absoluto em favor das elites econômicas e em detrimento do social.

É assunto para muitos debates, longo, mas em síntese sobre o que foi dito aqui, salvo melhor juízo, o que existe é isso.

Laerte Braga


fonte: 3 setor via yahoo.com

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