terça-feira, 18 de janeiro de 2011

macabea de calcinha preta








esta cidade fede e macabea enfiou os 4 dedos por trás das coxas e anda de calcinha preta distribuindo espinhos pela praia do farol de são thomé enquanto federika travestida de clarice foi tomar banho na cachoeira de macacu enquanto ana de oxum percebe o beijo da mulher aranha macabea grita esbraveja estraçalha vozifera mas não sabe que retalho é pra quem sabe é pra quem é está possessa com o zero do diretor do presídio federal para o seu novo projeto de artes cínicas

macabea não sabe ler nas entre linhas por isso embrulha o verbo podre como fosse de primeira e tenta vender salsicha no mercado como se fosse bacalhau mesmo aconselhada a procurar um outro departamento pro seu faz de conta ela finge que esfinge querendo que a platéia lhe devore mas como povo que é povo não é besta não paga um tostão por seus babados

era 86 e no lance de dados deus 6 xangô bem sabe que justiça ainda nem passou por aqui por isso e mamãe que é brega mas é xique liga o rádio bem alto ouvindo sérgio sampaio botar o bloco na rua porque segundo ela seu ouvido não é penico nem lata de lixo da prefeitura para ficar ouvindo merdas de fakes cantores que se espalham por aí

mamãe anda lendo laerte braga a caneta maldita das minas e eu atento as suas leituras deparo com um bilhete da ex-amante turca que me deixou lá na urca olhando são jorge na lua matar 10 dragões por minuto e oxossi flechar michelly que se embrenhou na selva das letras por amores do abecedário mas disso macabea não entende e finge que é letrada por mais que suas leitursa não passem de antiguidades

outro dia ela tentou no presídio passar um conto do vigário e olivácio que não é besta deu logo o fora na dita que padre que é padre não é besta pra ficar cantando em si bemol
samba se canta em dó maior muito pra lá de sustenido olivácio rasgou o vestido travestiu batina na cadela e mandou que ela fosse sambar em outro terreiro e federika mais que prosa cantou clarice do universo que o instante da coisa é coisa e a coisa no instante é verso


federico baudelaire
o mestre sala da mocidade independente de padre olivácio


Eu sou das Minas

sou barroca do ouro preto
da pedra sabão do engenho

antônio bretas sabe tudo que tenho
porque me colhe nas mãos

e me alisa com os dedos
me dando forma de santos

me desfazendo os mistérios
ele sabe de todos minérios

como o palhaço de rua
desta cidade mineira

e me emprenha por inteira
com os meus dentes pra lua

me faz mais puta e guerreira
quando me quer sendo tua

federika bezerra
a porta bandeira que borTou Olivácio Doido

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