Por: Anselmo Massad, Rede Brasil Atual
São Paulo – Um "Wikileaks brasileiro" é uma das formas que familiares de vítimas da ditadura militar no país usaram para expressar a demanda de abertura dos arquivos mantidos pelas Forças Armadas sobre o período. Após a divulgação, na terça-feira (14), da sentença da Corte Interamericana de Direitos Humanos condenando o Brasil por não investigar os crimes cometidos pelo Estado na repressão à guerrilha do Araguaia, os peticionários consideram reaberto o debate sobre o direito à informação e à verdade.
"O Lula elogiou o Wikileaks. Por que não abre o nosso wikileaks?", disparou Criméia Almeida, da Comissão de Familiares de Mortos e Desaparecidos Políticos, atualmente com 63 anos, companheira de André Grabois, morto no Araguaia. Ela revela ter recebido com satisfação a sentença da Corte, ligada à Organização dos Estados Americanos (OEA).
A declaração de Criméia faz alusão ao site que vazou documentos secretos do governo dos Estados Unidos. Ela ironizou a declaração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que defendeu a iniciativa por duas vezes na última semana, alegando defesa da liberdade de expressão e de imprensa.
A crítica direta ao governo Lula deve-se ao fato de que a gestão dele não promoveu, a exemplo dos governos civis anteriores, qualquer forma de investigação efetiva ou abertura de arquivos da Ditadura.
A representante da Comissão participou, na manhã desta quarta-feira (15), de uma entrevista coletiva em São Paulo ao lado de membros dos dois demais peticionários da ação, que tramitou na Corte por 15 anos. O Grupo Tortura Nunca Mais e o Centro Pela Justiça e o Direito Internacional (Cejil) assinaram o pedido com base em acordos internacionais firmados pelo país em 1992 e no reconhecimento da instância em 1998.
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entre o que fala e cala a cara abre-se dentro da madrugada desperta aperta o nó e segue alerta contra o som do que não veio o silêncio grita entre a janela e a porta e no quintal dos fundos o mundo ronca sobre tudo aquilo que não tenho (arturgomes)
quinta-feira, 16 de dezembro de 2010
sábado, 11 de dezembro de 2010
Porque hoje é sábado
agora não se fala nada
agora não se fala mais
toda palavra guarda uma cilada
e tudo é transparente em cada forma
você não precisa me dizer
o número do mundo desse mundo
nem precisa me mostrar a outra face
face ao fim de tudo
só precisa me dizer
o nome da república dos fundos
o sim do fim
e o tem do tempo vindo
Dia D
desde que eu saí de casa
trouxe a viagem de volta
cravada na minha mão
interrada no meu umbigo
dentro fora assim comigo
minha própria condução
todo dia é dia dela
pode ser pode não ser
abro a porta ou a janela
todo dia é dia D
há urubus nos telhados
a carne seca é servida
um escorpião encravado
na sua própria ferida
não escapa
só escapo pela porta de saída
todo dia mais um dia
de amar-te a morte morrer
todo do mais um dia
menos dia dia D
torquato neto
Quartas Culturais - Cantinho do Poeta
Rua Cardoso de Melo, 42
Campos dos Goytacazes-RJ
Leia mais aqui http://artur-gomes.blogspot.com/
Porrada llírica
Dia 15 dezembro 2010 – 21:00hs
Mas Sarau o Benedito
Uma homenagem a Elis Regina
Direção: Aucilene Freitas
Fulinaimagem
1
por enquanto
vou te amar assim em segredo
como se o sagrado fosse
o maior dos pecados originais
e a minha língua fosse
só furor dos canibais
e essa lua mansa fosse faca
a afiar os versos que inda não fiz
e as brigas dde amor que nunca quis
mesmo quando o projeto
aponta outra direção embaixo do nariz
e é mais concreto que a argamassa do abstrato
por enquanto
vou te amar assim adimirando o teu retrato
pensando a minha idade
e o que trago da cidade
embaixo as solas dos sapatos
arturgomes
http://goytacity.blogspot.com/
agora não se fala mais
toda palavra guarda uma cilada
e tudo é transparente em cada forma
você não precisa me dizer
o número do mundo desse mundo
nem precisa me mostrar a outra face
face ao fim de tudo
só precisa me dizer
o nome da república dos fundos
o sim do fim
e o tem do tempo vindo
Dia D
desde que eu saí de casa
trouxe a viagem de volta
cravada na minha mão
interrada no meu umbigo
dentro fora assim comigo
minha própria condução
todo dia é dia dela
pode ser pode não ser
abro a porta ou a janela
todo dia é dia D
há urubus nos telhados
a carne seca é servida
um escorpião encravado
na sua própria ferida
não escapa
só escapo pela porta de saída
todo dia mais um dia
de amar-te a morte morrer
todo do mais um dia
menos dia dia D
torquato neto
Quartas Culturais - Cantinho do Poeta
Rua Cardoso de Melo, 42
Campos dos Goytacazes-RJ
Leia mais aqui http://artur-gomes.blogspot.com/
Porrada llírica
Dia 15 dezembro 2010 – 21:00hs
Mas Sarau o Benedito
Uma homenagem a Elis Regina
Direção: Aucilene Freitas
Fulinaimagem
1
por enquanto
vou te amar assim em segredo
como se o sagrado fosse
o maior dos pecados originais
e a minha língua fosse
só furor dos canibais
e essa lua mansa fosse faca
a afiar os versos que inda não fiz
e as brigas dde amor que nunca quis
mesmo quando o projeto
aponta outra direção embaixo do nariz
e é mais concreto que a argamassa do abstrato
por enquanto
vou te amar assim adimirando o teu retrato
pensando a minha idade
e o que trago da cidade
embaixo as solas dos sapatos
arturgomes
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terça-feira, 7 de dezembro de 2010
Mostra Cine Vídeo Teatro Poesia
Dia 8 dezembro – 21:00hs
Curadoria: Artur Gomes
Quartas Culturais - Cantinho do Poeta
Rua Cardoso de Melo, 42
Campos dos Goytacazes-RJ
Leia mais aqui http://artur-gomes.blogspot.com
Na próxima quarta no Cantinho do Poeta, começo a Mostrar minhas travessuras com áudio visual pelas bandas do leste, sul, norte oeste. São registros de viagens, flagrantes de momentos, poesia e teatro de improviso. Essa caminhada teve início em 2007, quando a convite de Jiddu Saldanha, fui para Cabo Frio ser sabatinado no evento saberes e sabores nômades, realizado em seu Ateliê D´Aroeira.
Na época eu tinha um simples câmera digital fotográfica, com um espaço mínimo de memória, assim mesmo nos aventuramos pelas praias, canais becos vielas, filmando um tempo máximo de 11 minutos, (que era o que a câmera suportava) e voltávamos a casa para baixar os arquivos no computador, e liberar a câmera para mais 11 minutos de peripécias.
E assim surgiu a nossa primeira parceria áudio visual:
TROPICALIRISMO
Conheci o Jiddu Saldanha, durante a ECO 92, ele chegando ao Rio de Curitiba, sua cidade natal e hospedado na casa do nosso casal de amigos Samaral e Lúcia Nobre. Desde daí, começou a nossa parceria, primeiro a través do Urbana, fanzine poético editado por Samaral, espaço para toda produção da poesia carioca contemporânea.
De 1996 prá cá, quando começamos a nos encontrarmos anualmente no Congresso Brasileiro de Poesia em Bento Gonçalves, começarmos a confabular outras peripécias, as primeiras foram as mil e umas edições da Poesia na Quarta Capa, depois seus shows de mímica abrindo algumas edições do FestCampos de Poesia Falada.
Além das parcerias com o Jiddu, mostro 3 curtas realizados em parceria com outro grande amigo, Márcio Vaccari, meu brother do Núcleo de Produção Áudio Visual Casa Cenográfica de Taubaté.
Os Filmes dessa primeira Mostra:
Uma Viagem do Pontal ao Cantinho do Poeta
Duração: 15:40 minutos
Com Quantas Metáforas se Faz Uma Miragem
Duração: 23:00 minutos
Oficina Experimental 1 e 2
Duração: 18:00 minutos
Alguma Poesia
Duração: 5 minutos
Vozes Urbanas na Noite de Taubaté
Duração: 12:00 minutos
Ensaiando pontal no cantinho do poeta
Dia 15 dezembro 2010 – 21:00hs
Mas Sarau o Benedito
Uma homenagem a Elis Regina
Direção: Aucilene Freitas
cardio.grafia da pele
que esta palavra bendita
não seja dor
quando mal dita
como espinha quando aflora
ou espora
enquanto irrita
minha cardio.grafia
em suma
não é pena nem pluma
apenas palavra que resuma
o silêncio como agora
ou sonora quando grita
arturgomes
http://goytacity.blogspot.com
Curadoria: Artur Gomes
Quartas Culturais - Cantinho do Poeta
Rua Cardoso de Melo, 42
Campos dos Goytacazes-RJ
Leia mais aqui http://artur-gomes.blogspot.com
Na próxima quarta no Cantinho do Poeta, começo a Mostrar minhas travessuras com áudio visual pelas bandas do leste, sul, norte oeste. São registros de viagens, flagrantes de momentos, poesia e teatro de improviso. Essa caminhada teve início em 2007, quando a convite de Jiddu Saldanha, fui para Cabo Frio ser sabatinado no evento saberes e sabores nômades, realizado em seu Ateliê D´Aroeira.
Na época eu tinha um simples câmera digital fotográfica, com um espaço mínimo de memória, assim mesmo nos aventuramos pelas praias, canais becos vielas, filmando um tempo máximo de 11 minutos, (que era o que a câmera suportava) e voltávamos a casa para baixar os arquivos no computador, e liberar a câmera para mais 11 minutos de peripécias.
E assim surgiu a nossa primeira parceria áudio visual:
TROPICALIRISMO
Conheci o Jiddu Saldanha, durante a ECO 92, ele chegando ao Rio de Curitiba, sua cidade natal e hospedado na casa do nosso casal de amigos Samaral e Lúcia Nobre. Desde daí, começou a nossa parceria, primeiro a través do Urbana, fanzine poético editado por Samaral, espaço para toda produção da poesia carioca contemporânea.
De 1996 prá cá, quando começamos a nos encontrarmos anualmente no Congresso Brasileiro de Poesia em Bento Gonçalves, começarmos a confabular outras peripécias, as primeiras foram as mil e umas edições da Poesia na Quarta Capa, depois seus shows de mímica abrindo algumas edições do FestCampos de Poesia Falada.
Além das parcerias com o Jiddu, mostro 3 curtas realizados em parceria com outro grande amigo, Márcio Vaccari, meu brother do Núcleo de Produção Áudio Visual Casa Cenográfica de Taubaté.
Os Filmes dessa primeira Mostra:
Uma Viagem do Pontal ao Cantinho do Poeta
Duração: 15:40 minutos
Com Quantas Metáforas se Faz Uma Miragem
Duração: 23:00 minutos
Oficina Experimental 1 e 2
Duração: 18:00 minutos
Alguma Poesia
Duração: 5 minutos
Vozes Urbanas na Noite de Taubaté
Duração: 12:00 minutos
Ensaiando pontal no cantinho do poeta
Dia 15 dezembro 2010 – 21:00hs
Mas Sarau o Benedito
Uma homenagem a Elis Regina
Direção: Aucilene Freitas
cardio.grafia da pele
que esta palavra bendita
não seja dor
quando mal dita
como espinha quando aflora
ou espora
enquanto irrita
minha cardio.grafia
em suma
não é pena nem pluma
apenas palavra que resuma
o silêncio como agora
ou sonora quando grita
arturgomes
http://goytacity.blogspot.com
manifesto e rolé

No dia 18 de dezembro de 2010 acontecerá na praça do santíssimo salvador em Campos dos Goytacazes uma manifestação e rolé com o intuito de reivindicar uma pista de street skate, pois a maioria dos skatistas da cidade pratica ou se identifica com a modalidade “street skate”. Uma Pista de street skate é um local onde há obstáculos que simulam a arquitetura urbana, escada, corrimão, bancos, área livre com o chão liso etc.
E na maioria das praças da cidade sofremos repressão e não podemos praticar nosso esporte mesmo que seja apenas no chão. Praça é um patrimônio público se é público é para população, skatista ou não.
Venha você também com sua forma de protesto seja ela qual for, camisas, faixas, cartazes de papelão feito com tinta guache, cartazes de cartolina, stance nas lixas dos skates, e o que mais vir na cabeça, crie e proteste.
Queremos nossa pista de street skate!
Nós skatistas queremos uma estrutura digna para o skate local, grandiosa como a Planície Goytacá!
“Quero protestar para encontrar o outro lado desta vida.” ( Cólera )
Venha você também com sua forma de protesto seja ela qual for, camisas, faixas, cartazes de papelão feito com tinta guache, cartazes de cartolina, stance nas lixas dos skates, e o que mais vir na cabeça, crie e proteste.
Queremos nossa pista de street skate!
Nós skatistas queremos uma estrutura digna para o skate local, grandiosa como a Planície Goytacá!
“Quero protestar para encontrar o outro lado desta vida.” ( Cólera )
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